quarta-feira, 16 de setembro de 2009

VIDA, COMPASSO, RITMO

O contato humano é processo rítmico, energético, carrega tensões ou fluidez. Emoções têm ritmo, compasso, velocidade; sentimos o outro, o outro nos sente: é a estrutura da vida, num fluxo rítmico-energético entre seres, que ao final estão á procura de identidade.

Se baseamos preceitos de vida na dúvida, ou invalidação ou reação, e não na crença, confiança e ação própria (e não reação como efeito externo a fatos ou outros), estamos num compasso que privilegia a retenção, os bloqueios, os traumas, na contramão da harmonia, do compasso, da melodia, que caracterizam a fluidez.

O coração é o pêndulo universal dos ritmos. O seu movimento é como um aferidor das vibrações, com base nas quais decidimos viver: oitavas acima, ou abaixo, e com essa escolha graduamos os sentimentos e as impressões do mundo, harmonizando-nos ou opondo-nos aos desafios que se apresentam.

Sem ritmo não há música; sem harmonia, mestre da arte musicada, não há melodia, a primeira expressão de capacidades musicais. Consonante ou dissonante, os sons se interpõem no mundo da música; o primeiro como aquele agradável aos nossos ouvidos; o segundo trazendo aos sentidos a idéia de desarmonia, parecendo desagradável, mas sabiamente exigindo um outro som logo em seguida, uma resolução em uma consonância, que cai muito bem aos ouvidos.

A representação dos sentimentos traduz-se no comportamento humano, se efetua de acordo com as repercussões de valor que cada um dá às vibrações e ao ritmo, em última instância, do seu coração. E quando o sentimento fala, a comunicação não se fragmenta em pedaços, sem significado. Pelo contrário, o ouvinte é movido por uma impressão de conjunto. Tão verdadeiro é quanto o sentimento que mesmo uma única frase, enunciada em desconhecido idioma, pode nos penetrar.

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