terça-feira, 18 de agosto de 2009

FALEI DO ALIMENTO? NAS MINHAS MÃOS..


"Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor. As sucessivas camadas de vida que se atiram para dentro desse amor. As palavras são só um princípio - nem sequer o princípio. Porque no amor os princípios, os meios, os fins são apenas fragmentos de uma história que continua para lá dela, antes e depois do sangue breve de uma vida. Tudo serve a essa obsessão de verdade a que chamamos amor. O sujo, a luz, o áspero, o macio, a falha, a persistência." Inês Pedrosa


Parênteses: “oração intercalada num período e que forma sentido à parte”

Parênteses. Neles não cabem histórias de amor, ou talvez neles é que caibam. Como histórias de conflitos de almas, de diferenças de percepções, de desejos de fusão de elementos em temperaturas que não se combinam.
Algumas histórias contadas trazem ameaças radicais à individualidade. Como se o narrador se encontrasse na afirmação e na negação, de uma mesma história. Por isso mesmo ousa reescrevê-la, pois não conseguiria dar o próximo passo, se assim não fosse. Tentativas de redefinir comportamentos mundanos, bem vindas; mais ainda quando se contam, os contos vividos, na marginalidade dos romances contados, mais que vividos, sob a égide do que chamam de traição - com o outro, a matéria do amor, ou o pior, com o sangue de si próprio, consigo. O verdadeiro e único, o dito: traído.
Os demais mantêm-se, integram-se.



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